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Renascem as lojas físicas

1 de set.
3 min de leitura

Passado o apocalipse anunciado (mas nunca realizado) do declínio das lojas físicas, o comércio entra em um nova fase.  Tanto as lojas físicas como lojas eletrônicas já se acomodaram e descobriram que são excelentes parceiras.  A sinergia entre lojas físicas e o comércio eletrônico é hoje uma realidade incontestável.




O antagonismo entre estas formas de varejo um mito que só pessoas desconhecedoras do varejo continuam afirmando. A realidade é que as lojas físicas auxiliam as vendas online e as lojas eletrônicas impulsionam as vendas nas lojas físicas.

Os dados mais recentes mostram que o varejo está entrando em uma nova fase. E para sair da opinião ou especulação, apresentamos alguns dados do que está acontecendo no comércio em vários países. As comparações são interessantes e informativas de tendências.


Inicialmente vamos observar o comércio eletrônico. Há sim um crescimento constante em termos nominais. Cresce também a participação das vendas do comércio eletrônico no total das vendas do varejo (veja gráfico abaixo).



A análise desse crescimento (participação sobre o total do varejo) tem taxas anuais muito diferentes entre os países. O crescimento é robusto entre 1 os países emergentes: Brasil, Índia e México. Nesses países a taxa média anual é acima de 10%. Nos Estados Unidos a taxa de crescimento é bem mais modesta: 3,7%. E na China a situação é estável, com tendência a ser uma taxa negativa.

A clara implicação desses números é que o comércio eletrônico tem um ponto de maturação a partir do qual o mercado cresce, mas em passo lento. Ou seja, não vai ser a forma dominante de comércio a curto ou médio prazo. O mais provável, a médio prazo, é que o volume do comércio vai se estabilizar com uma distribuição em, aproximadamente, 70% nas lojas físicas e 30% nas lojas eletrônicas.


Renascem as lojas físicas em 2026

O impacto do comércio eletrônico sobre as lojas físicas, no entanto, é real. As lojas de grandes formatos, como as lojas de departamentos e hipermercados foram as mais afetadas. Mas não foram inviabilizadas.

Houve um número expressivo de fechamentos de lojas, quase que exclusivamente nessas lojas de grandes formatos. O mercado mudou para demandar lojas mais próximas e mais convenientes. E esta é uma tendência que veio para ficar e que afetou muitas lojas tradicionais.

O ápice de fechamentos de lojas ocorreu em 2024 e 2025. Em quase todos os países há fechamentos de lojas que foram ícones do varejo no passado. Em quase todos os casos os fechamentos foram de fechamento seletivo. Foram fechadas lojas inadequadas aos seus mercados ou deficitárias. Foram raros os fechamentos completos de marcas varejistas. O que houve em 2024 e 2025 foi um movimento pontual de reacomodação do mercado para novo estilo de loja.

A tendência geral a partir de 2026 é de abertura de novas lojas. Estão surgindo muitas lojas de pequenos comerciantes. Os números de aberturas superam em muito os fechamentos de lojas. Ou seja, a loja física, pequena ou grande, continua nascendo. A tabela abaixo mostra o número de lojas físicas por mil habitantes nos cinco países analisados. Não houve diminuição do número de lojas em nenhum caso.






Antônio Carlos Ruótolo é Ph.D. pela Universidade de Missouri e profissional com ampla experiência no varejo.

Antônio Carlos Ruótolo é Ph.D. pela Universidade de Missouri e profissional com ampla experiência no varejo. Foi fundador do IPDM e desenvolveu metodologias bem sucedidas na previsão de vendas para lojas, supermercados e shopping centers. Em 2015 recebeu a Medalha de Ouro do International Council of Shopping Centers por serviços prestados ao setor




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